Nós e as Nuvens

Esta foi a quarta letra que criei.

 

E foi criada de uma maneira bem inusitada.

 

Estava ainda na fase de finalização da letra "A Mudança Veio e Continua Vindo",  quando, em uma manhã de sol, passeando com a Bia (minha cadela Golden Retriever), pensei na nova aptidão que despontara em minha vida: porque aquilo estava acontecendo comigo; se devia dar continuidade a isso... e cheguei a conclusão que, para se criar uma letra (se ela vai tornar-se em algo como uma música, é outra história), basta ter o ingrediente fundamental para tal: O MOTIVO. 

 

Sim, para mim, o motivo é o ingrediente principal na composição de uma letra; se atentarmos bem, veremos que não ficaria só na composição, ele também está presente em quase tudo em nossas vidas.

 

Daí, veio a luz: Dê-me um motivo e uma boa inspiração e a feitura de uma letra é só a conclusão.

 

Nesse momento, procurei um motivo, olhei para o céu e, lá estava ele. As Nuvens!

 

Juntei o ingrediente com alguns pensamentos que tinha desde há muito tempo sobre elas e, uma semana (não lembro-me exatamente se foi este o tempo que demorei para concluí-la) estava pronta.

 

Não sei se é realmente uma composição, se é ou não digna de ser gravada, enfim, isso é o que menos importa, como todas as demais, pois para mim trata-se de uma maneira prazerosa que surgiu e que está alegrando, ainda mais, essa "Minha Nada dura Vida". 

Vamos a ela...

INTERPRETAÇÃO DA LETRA

A primeira estrofe, creio seja a base fundamental para o restante da letra.

Começa com a pergunta: Você já parou para olhar as nuvens no céu?

 

Parece uma coisa tão simples e na verdade o é. Olhar as nuvens, como olhar as matas, o mar, o infinito, é tão comum que não nos damos conta do quão imensos e importantes eles são. É como o ar que respiramos: só pensamos nele, quando nos falta, ou nos é prejudicial e, a explicação é simples, pois está aí o tempo todo e achamos que não nos faz falta.

 

Voltando às nuvens, sem ficar com a cabeça nelas, segue-se a referida composição falando dos diversos tipos, figuras e cores (essas de acordo com a colaboração do sol), que elas formam, o tempo todo, sem repetir. Às vezes, estão carregadas de chuva e sempre são carregadas pelo vento e com ele, carregam,  nossos pensamentos, nossas visões.

Visões que não se repetem, apesar de estarem sempre em movimento.

Alguns, em algumas vezes, veem o mesmo que vemos, mas quando isso não acontece, não adianta tentar mostrar e, elas, parecendo saber dessa dúvida, se dispersam e se vão pra nunca mais...

Quase sempre são calmas, são passivas, porém, quando se irritam, nem se atreva a enfrentá-las, pior ainda, atravessá-las.

Foto 2: Essa cúmulus nimbus foi a foto vencedora do desafio fotográfico do Gizmodo US, chamada Bomba de Nuvens, tirada em Austin, Texas

Foto: Cameron Schmucker 

Frequentemente observamos figuras tão lindas e perfeitamente formadas, que chegamos a pedir ao vento que não sopre, ao menos até que aquelas imagens registremos e as deixamos perpetuadas em nossas mentes.

Foto 3: É ou não é um golfinho passeando um pouco acima do seu habitat ?

Essa imagem foi capturada em Phnom Pehn, Camboja.

Foto: Graham Shaw/cloudappreciationsociety.org

Foto 4: Esse Pateta foi flagrado nos céus de Genk, Bélgica)

Foto: Aldy Kaptein/cloudappreciationsociety.org

Assim como as estrelas, que em sua queda nos dá o direito de fazer um pedido, as nuvens também nos são favoráveis e, se você for um privilegiado e merecedor e vir um dos seus sonhos transformados em uma delas, faça um pedido e peça para ela levar, tendo a certeza que da próxima vez que te encontrar, seu sonho se realizará. Nunca duvide disso, pois você sabe, se ela é capaz de até o sol cobrir, seu desejo é fácil de realizar.

Foto 5: Qeensland na Austrália, nos presenteou com essa linda imagem

Foto: Flicker/47345508@N00

Foto 6: Essa mão, feita em Nova Jersei, EUA, parece nos chamar  para segui-la, quem sabe para conduzir-nos aos nossos sonhos

Foto: Sue Beatrice

Ficamos felizes, uma felicidade verdadeira, como a de criança, cada vez que descobrimos uma figura, que se forma o tempo todo, sem descanso, basta a gente saber olhar, saber interpretar em meio a tantas que lá estão.

 

As interpretações não são apenas de figuras, existem vários sinais que nos dão, como sinais de chuva, de pancadas e o tempo todo queremos decifrá-los.

Foto 7: Um cão correndo lá no horizonte do Reino Unido

Foto: Matthew Page/cloudappreciationsociety.org

Foto 8: Nessa nuvem carregada, nos céus de Anglesey, UK, um caracol nos traz um prenúncio de tempestade

Foto: John Rowlands/cloudappreciationsociety.org

Sua duração é volúvel e o seu estado de espírito é o mais importante para poder traduzí-la, em especial porque pode durar um instante ou minutos e a sua percepção é que vai ajudá-lo a aquele momento eternizar.

 

Falam e cantam em prosa e verso o céu de brigadeiro, não estou aqui para discordar, porém, penso cá com meus botões: ...sem uma  nuvem sequer, não tem graça. É tão imenso e infinito que acaba ficando monótono, inda mais porque as nuvens são o que o faz ficar ainda mais grandioso e faceiro no seu colóquio de amor.

 

E, quando a noite vem, as transformações continuam lá, a todo instante, andando sem destino, sem norma e sem se preocuparem se tem alguém a observá-las, não é essa sua intenção e tampouco preocupadas com isso estão.

Foto 9: Fim de tarde e início de noite, neste lusco-fusco maravilhoso

Foto: Andreas Vadian

Você já parou para olhar as nuvens no céu?

 

Nunca se esqueça delas, pois fazem parte de nossas vidas, isto é, sem elas não há vidas, mas sem nós elas continuarão sempre lá. 

Detalhe: Não se trata de premonições, vidências, ou coisas do tipo; apenas pelo prazer, aliás, algo além do prazer, uma forma de tentar despertar em cada um o interesse em lembrar que não estamos sós e, embora não estejamos acostumados a isso, elas, as nuvens, fazem parte e são fundamentais em nossas vidas.

foto 10: Perfil de rosto, em Southport, AUS: será Deus nos observando?

Foto: Michel B. Davis/cloudappreciationsociety.org

Foto 11: Pegadas gigantes no céu de Reinach, Suiça: Se ao lado era Deus nos observando, por aqui Ele resolveu caminhar

Foto: John Stafford/cloudappreciationsociety.org

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